domingo, 22 de janeiro de 2012

LAGUNA - SANTUÁRIO DOS GOLFINHOS


PARCERIA ENTRE HOMEM E ANIMAL

De Laguna vem um belo exemplo de cumplicidade entre homem e animal. Quando os golfinhos ajudam pescadores a encher a rede de tainhas, a parceria vira um espetáculo para encantar turistas. Quando os golfinhos dão o sinal, as tarrafas começam a cair em seqüência. O espetáculo da pesca com o auxílio de golfinhos só existe em três lugares do mundo: na costa da Austrália, na Mauritânia, no continente africano, e em Laguna, Santa Catarina. É na temporada da tainha, que a parceria se torna mais freqüente e os pescadores passam o dia inteiro na água à espera dos cardumes trazidos pelos golfinhos. Com o auxílio dos golfinhos, os pescadores chegam a capturar mais de 80 tainhas de uma só vez. A convivência cria intimidade e cada golfinho é chamado pelo nome. “Os pescadores conseguem não só identificar os indivíduos, mas quais os comportamentos que eles estão fazendo que indicam a presença ou não de peixes na área. Esse nível de interação é único e ocorre somente na Lagoa de Santo Antônio”. Em 1997, os golfinhos foram declarados patrimônio natural de Laguna.


Em Laguna encontra-se uma quantidade de aproximadamente 50 golfinhos. Estes são conhecidos pelos pescadores locais, que os chamam pelos seus apelidos. Os golfinhos aprenderam a interagir com os pescadores, ajudando a "empurrar" os peixes em direção aos pescadores na margem da barra, que atiram suas tarrafas. Por sua vez os peixes que escapam das tarrafas são facilmente capturados pelos golfinhos.

Não se tem precisão sobre o início da pesca com o auxílio dos golfinhos em Laguna. Sabe-se que é secular. Os pescadores mais antigos dizem que por volta de 1930 já existiam golfinhos velhos como Fandango, Chinelo, Judeu, Rampeiro, Alumínio, Cego, Boto Branco, Cisne Branco, Cisne Pequeno. Daí por diante foram se multiplicando. A cada ano de 3 a 5 novos golfinhos habitam a lagoa. A partir da década de 50 os golfinhos mais velhos foram misteriosamente desaparecendo, e surgindo outros novos. como Galha Torta, Galha Cortada, Marusca, Prego, Riscadeira... Os golfinhos da lagoa são identificados como ruins e bons. Os ruins são aqueles que não se aproximam da costa, e os bons são aqueles que auxiliam os pescadores nos diversos pontos de pesca.


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A SIMBIOSE
Trata-se da interação entre pescadores artesanais e os golfinhos, que desenvolveram uma cooperação recíproca, para capturarem os peixes, os golfinhos localizam os cardumes, os cercam, obrigando os cardumes a irem para as margens, onde estão os pescadores não por acaso, enfileirados em canoas, ou perfilados na areia e ou pedras, esperam o aviso do golfinho para jogar suas tarrafas (redes), os que não são capturados, nadam em direção aos golfinhos que os engolem. Pela convivência e intimidade, os pescadores conseguem entender os sinais de aviso, fazendo com que os pescadores os batizem por nomes, de acordo com suas características de batidas, ou marcas ao longo do corpo, ou ainda pela maneira distintas de fazerem o cercado. Embora a simbiose exista em outros locais do mundo, somente em Laguna é que praticam uma atividade peculiar, sem paralelo em nenhum outro lugar.




Os Golfinhos de Laguna. - Inteligentes e brincalhões

Conhecidos popularmente como nariz de garrafa (tursiops truncatus), integrantes da família dos golfinhos flipper, possuem cabeças e corpos robustos, o bico é curto, largo e distinto da cabeça. A nadadeira dorsal é em forma de foice, as nadadeiras peitorais são pontudas. Os olhos são grandes. A coloração do dorso é cinza escuro e no ventre claro. A mandíbula é maior que a maxila. Possuem aprox. 50 pares de dentes lisos e poucos afiados. Seu habitat natural é o estuário do rio Tubarão e lagoas do complexo lagunar.



Flipper, a saga de um golfinho

Capturado sob encomenda em Laguna (1984) pelo pescador Euclides Neto, o TIDO, flipper então um filhote vai num tanque do Seaquarium de São Vicente (SP). Ali passa meses sendo terinado e condicionado a atender aos pedidos dos homens. Com o tempo vira estrela, mostra o que aprendeu no treinamento, num ritmo de várias apresentações num dia. Até que o ecologista MARCIO ALGERI, do grupo de proteção ao golfinho, inicia uma ação judicial contra a exploração comercial do golfinho depois de uma série de vistorias, a justiça decide em 1991 embargar os shows com base na Lei de 1934, que proibe o uso de animais em evenos com fins lucrativos. Flipper pára de representar mas premanece no tanque que aos poucos vai ficando imundo. Magro e deprimido precisa sair logo do cativeiro. Para ajudar entra em ação a WSPA, a entidade mundial de proteção animal. Finalmente quatro anos depois da decisão judicial Flipper é retido das águas nojentas do tanque.Em uma maca pesando 300 kilos é levado ao helicóptero que trouxe em 18 de janeiro de 1994. No caminho recebeu uma marca em forma da bandeira Nacional do Brasil. Sua chegada foi tumultuada, mais de 300 pessoas ocupam parte do cercado de 15 mts de comprimento, as margens do canal dea Barra onde foi colocado para um período de "destreinamento" e readaptação ao mar.Durante três dias fica apático, aos poucos muda a atitude, reativa seu sonar e passa a caçar os peixes vivos que Obari pôe no cercado. Com apenas um mês e meio de sua chegada o animal fica ansioso e Richard decide soltá-lo. O cercado é removido e Flipper ganha as aguas abertas do canal, encontra alguns golfinos, faz algumas acrobacias para crianças nos molhes e num vai e vem entre o Rio Tubarão e o farol da Barra permanece poucos dias, sendo rechaçado pelos outros golfinhos.
O tempo de cercado reativou seu sonar, mas não foi o suficiente para readaptá-lo no meio de seus familiares, em seu habitat. Tempos depois foi visto no litoral norte de Santa Catarina, e por último na praia de São Vicente, justamente o lugar de seu cativeiro. Biólogos temem pela vida de Flipper, alguma atitude terá de ser tomada para a salvação de Flipper.

Texto e fotos de Julio Cesar Vicente como informe à população na época do fato.










Características dos Golfinhos

Como todos os Cetáceos, são animais que respiram ar diretamente, mas adaptados a viverem na água, pois conseguem ficar submersos de três a sete minutos, dependendo da sua espécie. Tem corpos de forma afuniladas e pele lisa. No lugar das patas anteriores, o golfinho tem barbatanas; no lugar das posteriores, têm uma poderosa cauda em forma de Y. Esta se move em sentido vertical e não lateralmente como nos peixes, funcionando de maneira muito parecida a de um poderoso remo. A maior parte dos golfinhos tem barbatanas dorsais amplas e em forma de foice, que, provavelmente, os ajuda a mantem-se perpendiculares a água, embora algumas espécies, inclusive todas as de água doce, não possuírem. As características mais significativas dos golfinhos são suas compridas mandíbulas, que formam a típica cara bicuda, em cuja boca existem aproximadamente duzentos dentes. O período de reprodução é de dois a três anos. Os filhotes ficam ao lado da mãe até os dois anos, quando alcançam sua independência, iniciando sua caçada por alimentos sozinhos. Sua respiração é por um orifício na parte superior da cabeça, a curva da cara confere aos golfinhos uma expressão de sorriso.




Imagens formadas de sons

Tanto o golfinho como o tucuxi tem boa visão em águas claras ou fora d`agua. Mas em comparação com os golfinhos do mar, enxergam pouco. Todos os cetáceos tem um sistema de sonar semelhante ao dos morcegos, que amplifica o som que esses animais recebem do ambiente. Por causa do sistema sonar desviam-se de obstáculos e localizam suas presas. O sonar está localizado na região da testa, conhecida como melão, e na porção superior da mandíbula onde estão concentrados os lipídeos acústicos, uma gordura de composição química diferente da gordura do corpo. Esse sistema é conhecido como ecolocação e funciona assim: há uma emissão de cliques projetados pelo melão que se contrai e se expande para captar ou projetar sons de baixa frequencia. Esses sons são produzidos pela passagem de ar de um saco aéreo a outro, na área nasal, e são controlados muscularmente. Os sons passam do melão para a água e são refletidos pelos objetos que encontra no seu caminho. Ao voltar o eco é recebido pela mandíbula e pelo melão na área dos lipídios acústicos passando para o ouvido interno e criando uma espécie de "imagem" formada por sons. A forma e a altura do eco informam ao golfinho sobre tamanho, forma, densidade, textura e movimentos do objeto. O tempo entre a emissão do sinal e o recebimento do seu eco indica a distância em que o objeto se encontra. Esses cliques usados na ecolocação são diferentes dos assovios de outros sons que os golfinhos usam para se comunicar entre si.






CONHEÇA LAGUNA ATRAVÉS DO MAR


OBSERVAÇÃO DE GOLFINHOS


A AGTA - Marina IV levam você a ver de perto essa interação do homem e golfinho. Primeiro você terá uma palestra com instrutores especializados que darão informações preciosas sobre os hábitos dos golfinhos nariz de garrafa, e a interatividade entre homem e golfinho. Depois você experimentará de perto esta união, acompanhando a pesca da tainha ao lado dos pescadores, apreciando esta fabulosa ajuda dos golfinhos na pesca de tarrafa.


A AGTA e Marina IV levam você a viver essas emoções, tudo isso cercado das belezas naturais de Laguna, na bela e Santa Catarina.



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..................Em Laguna tem muito mais, veja o post seguinte........



4 comentários:

  1. ja pesquei com botos em laguna,balneario ilhas-ararangua,passo de torres-divisa sc com rs,e breve vou para tramandai-rs que la tambem se pesca com os botos.

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  2. Hola Julio, como estas? Me encanto el city tours en especial por los delfines.
    Saludos.-

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  3. Prezado Julio, aqui quem fala é seu eterno vendedor: Paulo Freitas - saudades do amigo, ve se aparece no hotmail e me adiciona, sim,

    abraços
    paulo freitas

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  4. Oi Julio, muito bom, adorei seu trabalho com os Golfinhos. Sou estudante de Guia de Turismo, vamos fazer nossa ultima viagem técnica no dia 28 e 29/05 estava fazendo algumas pesquisas e achei teu blog. Estava procurando a Praia dos Botos. Mas agora que te encontrei gostaria de saber se perto da praia do Gravatá é possível fazer uma trilha e chegar aos sambaquis?

    Prazer.
    Att
    Ana Paula

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